segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

um brinde às mudanças

 O amor é uma das coisas mais difíceis de definir. Só que quando a gente sente, sente, e sabe que é amor e o que é o amor.

Para mim, no fundo, o amor primeiro que foi a família continua sendo o meu balizador dos demais. Por isso que sinto que tenho uma família escolhida também, além da de sangue.

E como é bonito se sentir amado! 

Como é lindo ter uma amiga que é irmã também. E uma irmã amiga. E um namorado amigo. 

Como é bom sentir que eu posso pedir ajuda e que terei sempre vocês.

E eu continuo aqui pro que precisarem também. 

Se agora eu choro é também de alegria e alívio por me sentir tão amada. As vezes a exaustão transparece, mas o que é bom fica e há de persistir. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

...

 Às vezes é como se meus sentidos fritassem e eu precisasse de um descanso. Um descanso de fato não me permito, então eu procrastino.

Rolo por horas a fio nas telas sem nem saber o que estou vendo, me sentindo uma viciada que quer só mais um pouquinho.

Algo em mim parece gritar falta de amor próprio. Quem sai pior dessa sou eu mesma. De novo, e de novo, e de novo.

Absolutamente exausta e sobrecarregada.

Não quero mais pensar. Não quero resolver. Não quero não querer... 

quarta-feira, 23 de abril de 2025

... sobre ser cíclica

 A cada ciclo sinto a montanha russa de emoções tomar conta de mim. 

Menos altos ultimamente, e baixos cada vez mais baixos, que me fazem duvidar que seja possível continuar vivendo assim muito mais tempo.

É quase impossível explicar para quem nunca viveu isso. É uma sensação de que a minha energia vital está baixa, muito baixa,  e fazer coisas simples torna-se um esforço hercúleo.

Eu não sou assim, me recuso a acreditar que essa seja quem sou. É uma fase. Definitivamente. Mas que fase. Tem passado por cima de mim, me deixando moída e sofrendo. 

sexta-feira, 18 de abril de 2025

A desesperança serve apenas aos propósitos capitalistas

 Ter esperança é revolucionário.

Vimos na pandemia de 2020 que é possível sim diminuir o ritmo de destruição ecológica do capitalismo. Que o ar volta a ser puro quando o trânsito diminui. Que os golfinhos reaparecem em lugares improváveis.

Não existem limites para voltar atrás.

Onde antes era sem vida, se se planta, nasce, cresce, vira floresta de novo. 

Se ao invés de construir mais prédios, focamos em construir parques, diminuir vias, permeabilizar o solo de novo, trazer os rios escondidos de São Paulo de volta para a superfície, a vida retorna. 

Nada está definitivamente acabado.

Nada precisa continuar exatamente como está ou continuar se movendo para isso que parece um fim inevitável. 

Não é inevitável.

Repito: Não é inevitável.

Dá para construir um futuro e um agora diferentes a todo instante. Com mais ou menos esforço, mas sempre, sempre, sempre com esperança.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

pra nunca esquecer

Não sei se Deus existe, mas quando estou com as pessoas que amo eu sinto uma paz profunda que só pode ter uma raiz divina.

Nossos traumas e medos são apenas facetas de muitas outras compartilhadas. Eu vejo nos seus rostos meu presente, passado e futuro. 

Nossas vidas completamente entrelaçadas. Não importa, mesmo se não fôssemos da mesma família, eu ainda iria amar todos vocês. Escolhê-los para ter por perto para sempre.

Em cada abraço, cada cheirinho que dou em seus cabelos, cada risada, cada oportunidade, sinto mais e mais amor. 

Obrigada por serem minha família, minha base. Obrigada pelo amor, por me ensinarem dia após dia o que é amar. Amo muito vocês 💕

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

(2) Das mil e uma formas de dizer "eu te amo"

 IV. Te abraçar bem forte todas as vezes que nos vemos, não importa se foram dias ou horas ou minutos longe

V. Ir te dar um último beijo no elevador antes de você ir embora

VI. Matar a baratinha que pousou no meu ombro

VII. Elogiar minhas comidas e falar que eu sou crítica demais com o que eu faço 

VIII. Me imitar fazendo o som da alça de acesso na estrada

IX. Ouvir com atenção sua história dos trens e das ferrovias de São Paulo

X. Planejar viagens juntos para lugares que tenham linha de trem para irmos visitar as estações, ativas ou inativas

a beleza da vida

 É preciso ver beleza na vida para (sobre)viver.

É preciso olhar com olhos curiosos de criança, tentar adivinhar de qual pássaro é esse canto, de qual árvore é essa folha.

É preciso escalar árvores, comer goiaba do pé.

Quer mais felicidade do que um gato aninhar-se no seu peito?

Ou do que um cachorro dormir com a cabeça no seu colo?

Receber um abraço forte depois de um dia difícil ou chegar em casa e sentir cheiro de cebola frita, cheiro de comida, cheiro de lar?

É preciso ver a beleza na vida para que tudo se mostre tão colorido como é.

Às vezes tudo parece estar debaixo da névoa e esse talvez seja um convite para ver a beleza em desacelerar. 

A vida é boa, como é boa!