terça-feira, 9 de novembro de 2021

Alteridade e limiaridade

 Extraído do meu caderno: sábado, 29 de outubro de 2011.


Ver o diferente e torná-lo familiar, tornar-se diferente para se analisar

Tão difícil, tantas vezes tão subjetivo

E como fazer se o outro for mais interessante que você?

Se o outro te encantar, abduzir?

Atraída de mil maneiras, como seria, então, voltar?

Sentir-se no meio, no limiar.


Não, ninguém irá entender teu saudosismo, ou tua ansiedade por regressar,

pois lá é lá, não é aqui, não é teu lar.

E para, e pensa, e cita: " O lar está onde o coração está".


Ah! Suspiro aliviada!

Agora sim posso entender meu coração despedaçado!

Que mesmo num triste compasso, esbanja felicidade, e sem rima nem jeito, suspira, saudade!

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