quarta-feira, 19 de junho de 2024

 O luto é imprevisível e vem em ondas.

Aparece quando você menos espera.

Seja porque viu algo ambíguo num storie e já deduziu diversas coisas, seja porque no caminho da sua casa tem o caminho da casa do outro...

É assim mesmo. Vem, dói, incomoda. Ai a dor não sabe para onde ir e escorre pelos olhos.

Dias de um futuro que não existirá mais.

Lembranças dolorosas.

Aquilo que é invisível, mas encontra seu espaço no peito...

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O duro é pensar que preciso de colo nesse momento e lembrar das inúmeras vezes que chorei no seu abraço. Das vezes que voltei chorando do trabalho, que comecei a chorar por conta do mestrado ou por desespero das dívidas e da vida adulta como um todo. Nossa, que aperto que dá pensar que você conseguiu me amar num momento em que por vezes não consegui cuidar de mim. Espero que a vida acalme, espero que meu coração fique mais leve... Porque agora só consigo sentir as lembranças penetrando como espinhos em todo o meu corpo. Me pego tendo que relembrar como respira.

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