quarta-feira, 23 de abril de 2025

... sobre ser cíclica

 A cada ciclo sinto a montanha russa de emoções tomar conta de mim. 

Menos altos ultimamente, e baixos cada vez mais baixos, que me fazem duvidar que seja possível continuar vivendo assim muito mais tempo.

É quase impossível explicar para quem nunca viveu isso. É uma sensação de que a minha energia vital está baixa, muito baixa,  e fazer coisas simples torna-se um esforço hercúleo.

Eu não sou assim, me recuso a acreditar que essa seja quem sou. É uma fase. Definitivamente. Mas que fase. Tem passado por cima de mim, me deixando moída e sofrendo. 

sexta-feira, 18 de abril de 2025

A desesperança serve apenas aos propósitos capitalistas

 Ter esperança é revolucionário.

Vimos na pandemia de 2020 que é possível sim diminuir o ritmo de destruição ecológica do capitalismo. Que o ar volta a ser puro quando o trânsito diminui. Que os golfinhos reaparecem em lugares improváveis.

Não existem limites para voltar atrás.

Onde antes era sem vida, se se planta, nasce, cresce, vira floresta de novo. 

Se ao invés de construir mais prédios, focamos em construir parques, diminuir vias, permeabilizar o solo de novo, trazer os rios escondidos de São Paulo de volta para a superfície, a vida retorna. 

Nada está definitivamente acabado.

Nada precisa continuar exatamente como está ou continuar se movendo para isso que parece um fim inevitável. 

Não é inevitável.

Repito: Não é inevitável.

Dá para construir um futuro e um agora diferentes a todo instante. Com mais ou menos esforço, mas sempre, sempre, sempre com esperança.