quarta-feira, 3 de julho de 2019

O peso em nossas cabeças, a corda em nossos pescoços

Uma angústia quase infinita.
A sensação de andar com a corda no pescoço. Se ando ela aperta. Se paro, me mata.
O peso da rotina. Da responsabilidade.
De se ver completamente louca.

A privação de sono diária. 
A pressão de todos os lados. 
A cabeça que teima em olhar pra baixo.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Tradição é o que se mantém

Fico extremamente mal humorada nos meus aniversários. Não consigo evitar. Eu simplesmente sinto como se todos fossem me esquecer ou que não se importassem tanto comigo.
Mas o oposto é verdade quando é o aniversário de alguém que amo!


Na minha casa, minha mãe sempre fez questão de enrolar os docinhos, fazer o bolo e decorar as festas (basicamente bexigas, muitas bexigas). Então, quando eu era novinha ajudava só a encher as bexigas - e certa vez enchemos tantas que a pelinha do dedo médio foi embora, tantos nós foram. E aí minhas irmãs mais velhas iam enrolando os docinhos.
E assim foi até eu ser a pessoa que enrola os docinhos e, confesso, adoro até hoje. Eu ensinei minha irmã caçula e meus sobrinhos a enrolar também, para passar o bastião para a próxima geração. Mas ainda não chegou a hora (ainda bem!).

A tradição foi sendo modificada, e agora além de enrolar eu faço os doces também (só brigadeiro e beijinho, que saudades do cajuzinho!), mas o sentar a mesa e passar a tarde ou a noite nessa atividade é o que me faz sentir normal. Sentir que estou, de fato, em casa e que, por mais que o tempo passe, não nos afastaremos.

Porque tradição não é só aquilo que se mantém: é o nos mantém, unidos.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Sobre liberdade

Algumas pessoas da nossa vida são como a Puka, a papagaia.
Ás vezes não querem nada com você, ás vezes te querem tanto que até te machucam.
Ás vezes só iam brincar e quase te dão um piercing na orêia.
Num instante tão presas e no seguinte descobrem que sabem voar!

quarta-feira, 28 de março de 2018

Remar .... de novo!

Desde que voltei a remar no CEPE estou mais feliz. Não é só pela água, pelo suor escorrendo na testa ou pelas mãos voltando a ser calejadas. É pelo espírito de ensinar e aprender e, especialmente, me divertir.
Foi com o four feminino que essa sensação se intensificou, comigo na proa. Visualizando o barco, ajudando a corrigir o conjunto, sentindo-me relaxada.

O fluxo tornando-se mais natural, menos forçado.
A cabeça relaxada, focando apenas no estar ali, no fazer, no agora.
Ah, raia, como senti sua falta.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sobre portas

Oportunidades.
Dizemos estar atentas à elas, vigilantes, como se nada pudesse escapar de nossos olhos e mentes vorazes por novidades.
Na verdade, muitas passam. E só são vistas como tais na retrospectiva.
O problema é que em retrospecto elas ficam claras até demais, perdendo o contexto, o cansaço, o cotidiano onde se encontravam.
E aí, já viu: arrependimento e juras de que não nenhuma passará incólume por nós.

Fazendo uma breve retrospectiva do meu ano, vejo não só as oportunidades, como as decisões que tomei. E acredito que fiz meu melhor. E continuo fazendo.

Esse ano está trazendo diversas mudanças e muito amadurecimento. Em todas as esferas da minha vida. A distância, no tempo e no espaço, deixam as coisas mais claras. E certas escolhas eu reafirmo todos os dias.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Voltando a escrever

Sempre amei escrever. Eu sentia que era um exercício de autoconhecimento. Algo simples e prazeroso. Até que... deixou de ser. Não sei como nem o porquê, mas fui deixando a ansiedade tomar conta e o prazer foi embora. 
Acho que foi um processo como o da corrida: no começo eu era melhor, depois fiquei boa e aí, bom, parei de treinar. E como apaguei meu blog antigo, cheio de paixões adolescentes, perdi um pouco desse meu lado, dessa parte de mim. 
A faculdade faz isso com a gente, né? Modifica, modela, quebra, reconstrói. E a sensação de solidão faz o mesmo. 
Escrever é como conversar comigo mesma e ao mesmo tempo me expor, exibir uma parte privada. Estar sujeita à críticas. Talvez por isso eu tenha relutado tanto em voltar a escrever de maneira pública. Ou talvez seja porque estou usando esse blog de desculpa para procrastinar e não escrever meu projeto de pesquisa. Mas... Enfim, voltei.