quinta-feira, 18 de julho de 2024

 A última vez que fui remar, uma mulher olhou pra mim e disse que se eu quisesse ir pro mundial teria que "fechar a boca". E que só quem não está mais gorda do que eu é a Selena. Eu fingi que não liguei, mas me olhei no espelho agora e percebi que tô com vergonha de voltar pq tô tão ou mais gorda do que antes.

Não basta eu me sentir sozinha no mundo, ainda me sinto rejeitada. 

E sem ninguém pra me abraçar e dizer que vai ficar tudo bem.

Eu só queria sumir, desaparecer...

domingo, 30 de junho de 2024

 Às vezes eu tô aqui de boa e percebo o quanto as pessoas que eu amo não têm empatia por mim. O quanto eu preciso esconder pra não ser mais massacrada. Mas cansa pra cacete fingir que eu tô bem e eu só queria ficar longe de todos.

Não quero ouvir nada ruim sobre o João. Eu tô aqui, tentando me curar, tentando ficar bem, e aí ficam metendo o dedo na ferida fingindo que é pro meu bem. Não é não. Tá me machucando mais. E sabe o que é mais foda? É que nessas horas eu lembro o tanto de vezes que eu chorei nos braços dele. O quanto ele me acolheu sem me julgar. E que por mais que eu estivesse já me sentindo solitária, eu tinha pra onde correr. Eu não tenho mais. Tá pior. 

Tô sangrando e preciso colocar um sorriso no rosto. Preciso? Preciso pra quê? Pra quem? Ninguém se preocupa em me perguntar se eu estou bem...

quarta-feira, 19 de junho de 2024

 O luto é imprevisível e vem em ondas.

Aparece quando você menos espera.

Seja porque viu algo ambíguo num storie e já deduziu diversas coisas, seja porque no caminho da sua casa tem o caminho da casa do outro...

É assim mesmo. Vem, dói, incomoda. Ai a dor não sabe para onde ir e escorre pelos olhos.

Dias de um futuro que não existirá mais.

Lembranças dolorosas.

Aquilo que é invisível, mas encontra seu espaço no peito...

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O duro é pensar que preciso de colo nesse momento e lembrar das inúmeras vezes que chorei no seu abraço. Das vezes que voltei chorando do trabalho, que comecei a chorar por conta do mestrado ou por desespero das dívidas e da vida adulta como um todo. Nossa, que aperto que dá pensar que você conseguiu me amar num momento em que por vezes não consegui cuidar de mim. Espero que a vida acalme, espero que meu coração fique mais leve... Porque agora só consigo sentir as lembranças penetrando como espinhos em todo o meu corpo. Me pego tendo que relembrar como respira.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Reflexões

 Fiquei pensativa ontem por conta do dia dos namorados. Me questionando o que procuro de verdade em um companheiro.

E aí me toquei que minha companhia eterna sou eu mesma. É clichê, eu sei, mas nem por isso é menos verdade: a única pessoa que nunca vai te abandonar é você mesma.

Dado isso, pensei em como eu estava me tornando uma pessoa melhor pra mim mesma. O que eu faço que eu não gostaria de ter de conviver?

Quais são meus planos de verdade e o que fazer para torná-los reais? 

O que em mim me faz uma companhia perfeita para mim mesma e o que me atrapalha?

É isso. As vezes queremos e exigimos tanto do outro e esquecemos de olhar pra dentro de nós...

quinta-feira, 23 de maio de 2024

E mais um fim...

 E chegou ao fim meu amor doce, leve, saudável, que me fez ver luz ao final do túnel.

O que me fez sonhar de novo. Fazer planos improváveis. Sair da minha zona de conforto.

Que me respeitou em cada momento e cada escolha.

E que agora segue um caminho mais distante do meu.

Te manterei guardado no peito, João, numa caixa transparente com muitas lembranças boas dos quase dois anos que nosso relacionamento altamente improvável durou. E todos os planos de viagem, de casa, do clube de remo, de morar no Japão ou em Caxias do Sul... Esses eu guardo também, mas lá no fundo, para não doer tanto quando eu me confrontar com eles.

Você me ensinou a leveza de poder se relacionar com alguém que te enxerga e te ama como você é. Alguém te sonha junto.

Apesar de saber que era o melhor, até para a gente continuar sendo amigo e tendo respeito um pelo outro, não dá pra mentir e falar que tá tudo bem por aqui. Não tá. Mas vai ficar... 

segunda-feira, 6 de maio de 2024

 Quanto maior a angústia, maior a vontade de escrever. Deve ser por isso que tudo aqui está meio preto e branco. Enfim. Tenho me sentido nublada.

Não sei explicar bem o que é, mas não consigo me sentir cem por cento bem. É como se houvesse uma nuvem sob a minha cabeça o tempo todo.

Uma nuvem invisível para os outros, mas que para mim é uma constante lembrança de que as coisas não estão bem. Não consigo ver graça nas minhas atividades rotineiras e estou com dificuldade para fazer planos.

Tento sonhar, mas parece tudo longe e difícil demais. Me sinto constantemente encurralada e sinto vontade de fugir. 

Fugir para onde?

Fugir de quê? Se foram minhas escolhas que me trouxeram até aqui.

Socióloga que sou, sei que existe mais do que apenas minhas escolhas no meu caminho. Mesmo assim, é impossível não me responsabilizar por tudo que consegui... E por tudo que não consegui.

Me sinto uma adulta incompleta, sem família, sem perspectiva de ter um marido e filhos. Me sinto sozinha. Terrivelmente solitária num mundo moedor de sonhos.

Tem sido difícil olhar para o horizonte. Tem sido difícil olhar para mim mesma. Não me reconheço mais.

Não sei o que estou fazendo da minha vida. Não faço ideia se estou no caminho certo para ter estabilidade e tranquilidade.

Tudo que eu queria agora era um cantinho no mato para plantar minha comida, viver preocupada com as plantas, o clima e os animais. Fazer muitas coisas manuais, sair da frente da tela do notebook e, definitivamente, sair das redes sociais que tanto me oprimem e deprimem.


segunda-feira, 22 de abril de 2024

 O que é a vida senão um eterno reinventar-se?

Um olhar pra dentro e um pra fora tentando seguir seus desejos e necessidades. 

Me sinto solta, livre, e ao mesmo tempo tão sufocada por todas as obrigações que tenho e as que me imponho. Tento não deixar de pensar em mim e de olhar com carinho.

Nesse momento de angústia, me apego ao sonhar como forma de sobrevivência.